David Neeleman anuncia nova empresa verde amarela
737-300, 737-800, A320, Airbus, Boeing, Companhias Aéreas, EMBRAER 195, Embraer, JetBlue março 28th, 2008
O nome da empresa ainda não está escolhido, mas o empresário americano David Neeleman, ex-presidente da JetBlue, anunciou há pouco em São Paulo que a sua companhia de baixo custo e baixa tarifa começa a operar em 2009 com os primeiros 3 jatos Embraer E-195 de uma frota suspostamente herdada de uma antiga encomenda da empresa aérea americana, a JetBlue. O pedido tinha sido suspenso em função de uma forte reestruturação financeira, entevendo a crise no mercado americano.
No fim de 2006, uma violenta nevasca obrigou a JetBlue a cancelar 1.200 vôos nos EUA, provocando uma avalanche de prejuízos. Em maio do ano passado, Neeleman, que era a estrela da empresa, deixou o comando e ficou ocupando apenas uma cadeira no conselho de administração. Na companhia que lançou hoje, ao todo, serão 76 unidades de jatos de 118 lugares. Há 36 pedidos fechados, no valor de US$ 1,4 bilhão. Ao todo, o gasto chegaria a US$ 3 bilhões, de acordo com Neeleman.

O empresário foi direto ao dizer que o maior país da América Latina tem um mercado com enorme potencialidade e que está dominado por apenas duas empresas. Pelo diagnóstico, falta competição interna e os preços das passagens estão muito altos. “Os passageiros daqui pagam 50% mais para viajar que os americanos”. Cacife ele tem: são US$ 150 milhões em caixa apenas para a montagem da empresa, que terá base em São Paulo e empregará alguns ex-executivos da JetBlue, especializados em operações reais de baixo custo e baixa tarifa.
Outros serão daqui, como o jornalista Gianfranco Betting (dono do site especializado Jetsite e ex-diretor da antiga Transbrasil que a princípio ficará encarregado da área de marketing) e Miguel Dau, ex-comandante da Varig que estava à frente da Flex e que ocupará o cargo estratégico de diretor de operações. A companhia nacional, que ficou com um B737 da frota da antiga Varig e as dívidas trabalhistas da gigante gaúcha, se preparava para lançar o primeiro e único vôo, entre Rio e Salvador. A saída de Dau deve adiar esses planos.
Entre as novidades para atrair os passageiros estão o maior legroom (espaço para as pernas) desses jatos da Embraer, a adoção de poltronas de couro – as fileiras são 2+2- equipadas com monitores de tevê via satélite (LIveTV), ou seja, uma programação normal poderá ser acompanhada a bordo em qualquer vôo, em vez dos pacotes pré-gravados que são exibidos atualmente. Também a filosofia da companhia é uma novidade: em vez de aeronaves que fazem dezenas de escalas (o que tem transformado qualquer vôo em uma loteria) os jatos farão o chamado ponto-a-ponto. Por exemplo: um avião sai de Confnis para Curitiba e de lá retorna para MG. O vôo seguinte da aeronave será novamente o mesmo trajeto.
As aeronaves estão equipadas ainda com dois dispositivos HUD – Head Up Displays – que, de acordo com a empresa “permitirão um significativo aumento na segurança operacional”. Os HUD são painéis translúcidos que exibem as informações do painel de comando, permitindo que o piloto acompanhe os parâmetros de vôo sem tirar os olhos da direção frontal. A tecnologia existe há muito tempo na aviação de caça – hoje a projeção é feita na lente dos capacetes dos pilotos.
“Com menos 30% de capacidade de assentos que os concorrentes, B737 e A320, o E-195 ainda assim oferece custo competitivo e podemos ter boa rentabilidade mesmo com menos passageiros, fornecendo vôos non-stop quando as nossas concorrentes não podem, além de mais freqüências. Nosso objetivo é o de disputar 150 milhões de passageiros que todo ano que viajam de ônibus”, descreveu Neeleman, otimista com os rumos do mercado brasileiro. O empresário lançou o site www.voceescolhe.com.br para que os clientes possam conhecer a companhia e votar na escolha do nome.


Até mesmo os diamantes falsos parecem ser para sempre. A zircônia, ou óxido de zircônio, é comumente utilizada na fabricação de réplicas de diamantes famosos para apresentações ao público, enquanto os verdadeiros permanecem seguros no interior de um cofre.
A Emirates garante ter sido a primeira companhia aérea a permitir chamadas de telefones celulares a partir de aviões em vôo. A primeira ligação ocorreu durante um vôo entre Dubai e Casablanca, operado por um A340. A aeronave recebeu, segundo a companhia, equipamentos que impedem a interferência eletrônica motivada pelos celulares. Tal efeito, garantem os técnicos, é mínimo hoje, uma vez que os aparelhos à venda no mercado atualmente emitem pulsos magnéticos infinitamente menores dos que eram registrados no início da expansão da telefonia móvel. Até o fim do ano, a Emirates afirma que terá estendido o serviço a outros aviões da frota e também tornará habilitado para Blackberry e outros handhelds.


Acnteceu semana passada, mas o debate ainda está só começando. Na sexta-feira, um B747-400 da British Airways fez três vôos de longa duração completamente vazios, levando apenas a tripulação. Ao todo, foram 15 mil milhas percorridas, queimando 140 toneladas de combustível. O jato percorreu a rota Heathrow – Hong Kong – Mumbai, decolando vazio do aeroporto londrino embora houvesse passageiros dispostos a embarcar. Pelo que se sabe, quem procurou o check in tinha recebido a informação de que não havia tripulação para aquele vôo e era remanejado para outro mais tarde. Domingo, o mesmo avião decolou da cidade indiana igualmente sem passageiros, apenas com tripulações a bordo, e cumpriu a rota no retorno, pousando em Heathrow horas depois.









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