Infraero é contra volta de vôos interestaduais à Pampulha
Aeroportos, Infraero dezembro 20th, 2008
A Infraero divulgou quinta-feira apoio ao governo de Minas para que os vôos interestaduais continuem sendo operados no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, e não sejam transferidos para o aeroporto da Pampulha, como é de interesse de companhias aéreas como Gol e Azul. A TAM mudou de posição: antes, defendia a volta ao aeroporto da capital; agora, aceita vôos em Confins.
Em correspondência ao governador Aécio Neves, o presidente da Infraero, Sergio Gaudenzi, afirmou que a atual distribuição do tráfego aéreo na Região Metropolitana, em vigor desde 2004, “trouxe como resultado uma perfeita adequação entre os planejamentos estratégicos do governo de Minas Gerais e da Infraero”. Gaudenzi ainda ressaltou no documento que a atual destinação dos aeroportos da Pampulha, que concentra os vôos regionais, e Tancredo Neves “permitiu melhor aproveitamento dos dois, além de corrigir o desbalanceamento anteriormente existente”.
O posicionamento da Infraero é uma reação à forte campanha do governo do estado para que não ocorra a transferência dos vôos, já que isso representaria um retrocesso nos planos de investimento. Gaudenzi reconheceu os esforços estaduais para o desenvolvimento da aviação civil e a importância de manter as operações atuais nos aeroportos. “Conforme nosso entendimento, os vultosos investimentos mineiros no sentido do Vetor Norte vislumbram um vigoroso desenvolvimento da Grande BH”, afirma Gaudenzi.
Em agosto, TAM e Gol pediram à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para voltarem os destinos Belo Horizonte a Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, com conexão diária via aeroporto local. A princípio, a TAM entraria com 18 vôos diários e a Gol, com outros 20. A Anac informa que a portaria ainda está sendo avaliada e que no início de 2009 o tema será aberto para consulta pública. A Azul também declarou interesse em operar na Pampulha. Na inauguração da companhia aérea, no início deste mês, o presidente Pedro Janot afirmou que “não há motivos para a cidade desperdiçar um bom produto, que é o aeroporto da Pampulha”.
Em 2004, 130 vôos foram transferidos para Confins, período em que a situação do aeroporto na Pampulha era de saturação. Segundo a Infraero, a aviação regional em Belo Horizonte cresceu 60% desde a transferência dos vôos para Confins, que se tornou um dos seis maiores do país.
Fonte: UAI
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