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Governo canadense diz estar pronto para responder acusações da Embraer

Bombardier, Embraer setembro 10th, 2009

Tony Clement, Minister of Industry

O governo canadense disse nesta quinta-feira que está pronto para responder a possíveis acusações da empresa brasileira Embraer sobre subsídios ilegais a construtora aeronáutica Bombardier.

O ministro da Indústria canadense, Tony Clément, disse nesta quinta-feira que o governo do Canadá “está levando a situação de forma muito séria”. Esta foi a resposta do ministro canadense às informações que indicam que a Embraer apresentou uma queixa ao escritório europeu de concorrência, pela suposta concessão de subsídios legais à Bombardier.

As ajudas econômicas à empresa aeronáutica canadense procediam do governo britânico. A Bombardier conta com instalações em Belfast, na Irlanda do Norte, que pertence ao Reino Unido. Embraer e Bombardier são concorrentes no mercado mundial da aviação. Na década de 90, sua disputa comercial chegou ao mundo político e afetou as relações diplomáticas entre Canadá e Brasil.

Segundo a imprensa canadense, a Embraer pretende processar a Bombardier no Tribunal Europeu de Justiça pelas ajudas concedidas por Londres. Esta ação seria baseada em uma recente sentença da Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o fabricante aeronáutico europeu Airbus, após a denúncia apresentada por seu rival americano Boeing.

Clément, entretanto, afirmou que o governo canadense não acredita que as ajudas concedidas à Bombardier sejam ilegais. “Achamos que estamos cumprindo totalmente as normas e tratados internacionais. Se eles querem lançar algo, responderemos”, acrescentou o ministro canadense.

Fonte: Invertia

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Bombardier anuncia 3 mil demissões

Bombardier, Crise Aérea abril 5th, 2009

BOMBARDIER 20090205

Companhia dispensa 10% do quadro de funcionários do setor aeronáutico devido à redução da demanda por aviões executivos

A fabricante canadense Bombardier anunciou nesta quinta-feira (2) que demitirá 3 mil pessoas do setor aeronáutico até o fim deste ano, devido à redução da demanda por aviões executivos em decorrência da crise econômica mundial.
As dispensas, que representam 10% do quadro de funcionários da empresa, foram anunciadas ao mesmo tempo em que a Bombardier revelou uma alta do lucro líquido de 42% no trimestre.
A perspectiva da companhia é que a entrega de aeronaves executivas tenha uma queda de 25% no próximo ano fiscal.

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Gelo pode ter sido a causa da tragédia em Buffalo – NY

Acidentes, Bombardier, Companhias Aéreas, Continental Airlines, Q400 Dash 8 fevereiro 15th, 2009

Q400 Continental

A tripulação do voo 3407 da Continental Airlines discutiu o acúmulo significativo de gelo nas asas do avião e nos vidros antes da aeronave cair sobre uma casa em Buffalo, em Nova York, no acidente que matou 50 pessoas, segundo a companhia aérea, além dos 44 passageiros, dos quatro membros da tripulação e de uma pessoa que estava na casa contra a qual o avião se chocou, também morreu um piloto que não estava em serviço mas estava a bordo. A aeronave, um Bombardier Dash 8 Q400, com capacidade para 74 passageiros, ia de Newark, Nova Jersey, ao Aeroporto Internacional Buffalo Niagara, quando caiu cerca de cinco minutos antes de pousar. As informações preliminares recuperadas da caixa preta indicam que o avião teve uma queda “severa” de altitude e caiu em uma trajetória de espiral até atingir a casa de um bairro residencial de Buffalo, informou Steve Chealander, do Comitê de Segurança de Transporte Nacional. “A equipe ainda tentou levantar a aeronave e reiniciar o freio aerodinâmico pouco antes de as gravações acabarem”, disse.

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Acidente com Dash 8 da Continental, mata 49 pessoas em NY

Acidentes, Bombardier, Companhias Aéreas, Continental Airlines, Q400 Dash 8 fevereiro 13th, 2009

Dash 8 da Continental

Um avião da Continental Airlines (similar ao da foto acima), que fazia o trajeto de Newark, em Nova Jersey, para Buffalo, no estado de Nova York, caiu em uma área residencial de Clarence Center, no subúrbio da cidade. O acidente ocorreu às 22h10 (horário local, 01h10 no horário de Brasília) de quinta-feira (12), matando os 48 ocupantes e uma pessoa que estava em solo, informou a Federal Aviation Administration (Administração Federal de Aviação, FAA), na madrugada desta sexta-feira (13).

A FAA disse que a aeronave do voo 3407, um Dash Q400 Bombardier operado pela Colgan Airways para a companhia aérea Continental, transportava 44 passageiros e quatro tripulantes e caiu sobre uma casa. Autoridades locais confirmaram a morte de uma pessoa em terra, totalizando 49 mortes até agora. Duas pessoas que aparentemente moravam na casa atingida estão hospitalizadas, mas não correm risco de morrer. A FAA também informou que seus especialistas iriam começar a apurar as causas do acidente logo ao amanhecer.

O NTSB afirmou que mandou uma equipe de investigadores para Buffalo na manhã desta sexta-feira (13). Richard Kolko, porta-voz do FBI, disse que não há nenhum indício de que o acidente tenha relação com questões de segurança. A Continental Airlines disse que o avião levava 44 passageiros e 4 tripulantes. Em mensagem em seu site, a empresa expressa pesar e solidariedade aos familiares das vítimas e diz que vai montar um ponto de assistência às famílias na cidade e divulgou um telefone para informações: 55-1-800-621-3263. A lista com os nomes das vítimas ainda não foi divulgada.

Acidente com Dash 8 da Continental em NY Acidente com Dash 8 da Continental em NY Acidente com Dash 8 da Continental em NY Acidente com Dash 8 da Continental em NY

A empresa também disse que a Colgan, que é uma terceirizada, está “colhendo informações” sobre o acidente. O porta-voz do Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB), Ted Lopatkiewicz, disse, em coletiva de imprensa que o voo da Continental caiu a cerca de 11 km do Buffalo Niagara International Airport. Imagens da CNN mostram uma área em chamas. A rede de TV informa que pelo menos 13 casas foram interditadas na região. A rede CNN teve acesso ao áudio da comunicação entre a torre de comando e a tripulação antes do acidente. Segundo a rede, não havia nada de incomum na voz dos tripulantes. Cerca de dois minutos depois, os controladores tentaram contato e não conseguiram. Pediram então para que um avião que estava por perto para avistar o Dash, e o piloto respondeu que não via nada.

“Todo o céu ficou laranja”, disse Bob Dworak, que mora próximo ao local do acidente. “De repente, houve um grande estrondo, e a casa explodiu.”  Em entrevista à CNN, Keith Burtis, outro morador, disse que estava dirigindo rumo a uma loja a cerca de 1,5 km do local do acidente quando o avião caiu. “Foi um estrondo”, contou. “Como se fosse um pequeno terremoto.”

Tony Tatro, outra testemunha, disse que viu o avião voando baixo e logo percebeu que ele tinha problemas. Bombeiros tentavam ainda controlar o incêndio no local na manhã desta sexta, sob o olhar desolado dos moradores. Treze casas próximas tiveram de ser evacuadas por medida de segurança. Clarence é uma localidade que está crescendo, a leste da Buffalo, largamente residencial, mas com trechos rurais. O local do acidente é uma rua de casas de família com fundos para bosques.

Chris Collins, autoridade do condado de Erie, disse que, seis horas depois do acidente, o local ainda estava “quente” demais para que começassem as investigações. Segundo ele, o avião levava 2,2 toneladas de combustível, que aparentemente explodiram.

A policial Rebecca Gibbons disse que foi “impressionante” o fato de que o avião destruiu apenas uma casa e que o fogo não atingiu as edificações vizinhas.  Pelo menos 30 parentes de vítimas passaram a noite no aeroporto de Buffalo. Eles foram levados a uma área privada e então levados a uma instalação na cidade próxima de Cheektowaga, onde representantes da Continental esperavam para orientá-los.

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Bombardier ‘rouba’ cérebros da Embraer

Bombardier, Embraer fevereiro 11th, 2009

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Em meados do ano passado, vários engenheiros da Embraer receberam uma ligação da canadense Bombardier. Do outro lado da linha, queriam saber se tinham interesse em se mudar para o Canadá para trabalhar em novos projetos da companhia. Meses depois, muitos deles estavam em Buenos Aires, onde a Bombardier alugou salas de um hotel para as entrevistas.
Nos próximos dias, um grupo de cerca de 50 ex-funcionários da Embraer desembarca em Montreal, onde fica a sede da companhia. A maioria fará parte da equipe que vai desenvolver o CSeries, nova família de jatos lançada em julho e concorrente direto do ERJ 190/195 da fabricante brasileira.

Não se trata de um grupo qualquer de engenheiros. Eles são estratégicos para a Bombardier, que lançou com atraso o jato regional para até 130 passageiros — a Embraer enxergou o filão há quase uma década e hoje colhe os lucros da decisão.
Os profissionais recrutados pelos canadenses acumularam experiência que poucos engenheiros aeronáuticos no mundo têm, pois estiveram envolvidos no projeto do avião de mesmo porte que revolucionou a aviação e a própria fabricante brasileira nos últimos anos.
A “missão” é cercada de discrição. Eles evitam falar do assunto por temer retaliação da Embraer. Segundo eles, quem deixa São José dos Campos para fazer avião em outro país é visto pela empresa — e até por ex-colegas — como traidor.
Como se trata de um setor com poucos concorrentes, tirar um time grande de profissionais de uma vez só não é das atitudes mais bem vistas. No passado, uma tentativa semelhante de recrutar engenheiros da Embraer chegou à Organização Mundial do Comércio (OMC), provocando conflito diplomático entre os dois países.

Por isso, desta vez o processo de seleção foi feito sem alarde. Esse é o segundo êxodo recente de engenheiros brasileiros para o Canadá. A fuga de cérebros da Embraer começou no ano passado, com outros 50 profissionais.
A fase atual do projeto do CSeries é minuciosa e também a que mais requer engenheiros. O avião está previsto para voar em 2013. O cliente inaugural deve ser a alemã Lufthansa, que encomendou 30 jatos, com opção de outros 30.
Boa parte da turma atual foi recomendada pela leva anterior. Em geral, a maior motivação não é salarial. Na Embraer, vários recebiam, em média, R$ 7 mil por mês, além de 13º salário e participação nos lucros.

Na Bombardier, os ganhos anuais ficam, no mínimo, em U$ 90 mil (ou R$ 17 mil mensais), mas esses dois últimos benefícios não existem por lá e o custo de vida é mais alto. O que atrai é a oportunidade de experiência internacional, conhecimento profissional e fluência em inglês e francês. Acostumados ao rígido esquema de trabalho da Embraer, eles também sonham com carga horária mais flexível e estrutura menos hierárquica.

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Pluna recebe seu sexto CRJ-900

Companhias Aéreas, Pluna janeiro 8th, 2009

 

Pluna CRJ-900 Next Generation

A empresa uruguaia Pluna recebeu recentemente seu sexto jato Bombardier CRJ900NG. Com sua chegada a Pluna confirmou que nessa alta estação pretende aumentar as freqüências entre Montevidéu e Santiago do Chile para vôos diários. 

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Bombardier apresenta jato de US$ 46,7 milhões

Airbus, Boeing, Bombardier, Companhias Aéreas, Embraer, Lufthansa julho 14th, 2008

A canadense Bombardier, uma das principais rivais da brasileira Embraer, apresentou seu novo jato, que deve chegar ao mercado provavelmente em 2013. A CSeries custará US$ 46,7 milhões e terá espaço para mais ou menos 110/130 assentos, dependendo da configuração. A produção do avião será na fábrica de Mirabel, próximo a Montreal. A primeira empresa a confirmar um pedido foi a Lufthansa que já tem 30 pedidos firmes do CSeries com opção de mais 30.

Estima-se que a aeronave, terá consumo de combustível 20% menor que os jatos atualmente no mercado, e custo operacional 15% menor, competindo diretamente com o ERJ190 da Embraer. A idéia da empresa canadense é criar uma vantagem nítida sobre seus concorrentes, principalmente no atual momento em que as companhias aéreas ao redor do mundo estão enfrentando preços recordes de combustíveis e precisando rebolar pra manter seus lucros.

O projeto do jato de longo alcance é direcionado ao mercado de aeronaves de 100 a 149 passageiros, e pode impulsionar a Bombardier em mercados hoje dominados pelas rivais de maior porte: Boeing e Airbus. Tanto Boeing quanto Airbus ainda não manifestaram interesse em desenvolver um avião que competiria com o CSeries, afinal, falta muito para a canadense chegar lá.

A espectativa da Bombardier é achar um novo nicho de mercado, o CSeries marcará uma “saída” da Bombardier de suas atuais linhas de jatos regionais e turboélice, que são capazes de transportar até 100 e 80 passageiros, respectivamente. As principais aeronaves que competiriam contra o CSeries seriam o 737-600 e 737-700, da Boeing, o A318 e o A319 da Airbus.

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Bombardier fecha contrato de venda de 110 Learjets 60 XR

Bombardier junho 26th, 2008

A encomenda de um cliente europeu inclui 25 aeronaves que serão entregues a partir de 2009, além de 85 pedidos que podem totalizar US$ 1,5 bilhão.

A Bombardier Aerospace anunciou nesta semana a venda de 110 aeronaves Learjet 60 XR, num negócio estimado em US$ 1,5 bilhão. O comprador europeu, que ainda não quer se identificar, já confirmou a compra de 25 aeronaves, que serão entregues a partir de 2009, num valor de US$ 34 milhões. Os outros 85 pedidos deverão ser confirmados nos próximos meses.

“É um tremendo anúncio para a Bombardier”, afirma José Eduardo Brandão, diretor-comercial da OceanAir Táxi Aéreo, empresa do Grupo Synergy, e representante exclusiva da linha de jatos executivas da empresa canadense na América do Sul. “Um negócio desta dimensão confirma a ótima relação entre performance, cabine e valor que o Learjet 60XR oferece a quem procura jatos de médio porte”.

O Learjet 60XR entrou em operação em julho do ano passado, em substituição ao Learjet 60. O Learjet 60 XR manteve a extraordinária performance de alta velocidade do modelo anterior, combinada a significativos avanços proporcionados pela suíte de aviônicos Rockwell Collins Pro Line 21 e uma cabine completamente remodelada.

A suíte Pro Line 21 apresenta aos operadores de jatos executivos o que há de mais moderno em termos de design e avanços tecnológicos incomparáveis, propiciando aos pilotos acesso imediato às informações importantes para o vôo. O interior da aeronave foi totalmente modificado, com cozinha e lavatórios mais espaçosos, e um novo sistema de monitoramento da cabine, com três módulos de controle em LCD (7.6cm) e entradas para laptops, MP3 players e outros equipamentos.

Learjet é o primeiro nome quando se fala em jatos executivos. A empresa Learjet Inc. foi comprada em 1990 pela Bombardier Aerospace, que desde então lançou oito novos modelos. Neste ano, a empresa canadense comemora os 45 anos do lançamento da primeira aeronave Learjet.

Perfil da Bombardier – A Bombardier é uma renomada líder mundial em soluções para transporte aéreo, que produz desde aeronaves regionais e jatos executivos a equipamentos de transporte ferroviário e seus sistemas e serviços. A Bombardier Inc. é uma empresa global sediada no Canadá. Sua receita para o ano fiscal encerrado em janeiro de 2008 foi de US$ 17 bilhões, e suas ações são negociadas na bolsa de valores de Toronto (BBD).

A Bombardier Aerospace atua no mercado brasileiro de jatos executivos com os modelos das famílias Learjet, Challenger e Global. Sua representante comercial é a OceanAir Táxi Aéreo, uma empresa do grupo Synergy, que também inclui a OceanAir Linhas Aéreas, a Avianca (Colômbia), a Vipsa (Equador) e a Turbserv, dedicada à manutenção de turbinas.

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LAC, nova línha aérea Argentina

Bombardier, CRJ-200, CRJ-700, CRJ-900, Companhias Aéreas, LAC janeiro 4th, 2008

LAC

LAC começará a operar a partir de abril deste ano e terá como base a cidade de Mendoza na Argentina, unindo várias províncias argentinas. Sua frota estará composta por aviões Bombardier CRJ-200, CRJ-700 y CRJ-900. A mesma realizará serviços de passageiros e de carga com sua divisão LACargo.

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Mais um incidente com o trem do Q400 Dash 8

Bombardier, Dash 8-400, De Havilland Canadá, Incidentes, Q400 Dash 8 dezembro 27th, 2007

Bombarider Q400 Dash 8

Ainda não passou o impacto negativo causado com acidentes em aviões Bombardier Q400 da companhia escandinava SAS e outro problema técnico semelhante voltou a colocar em cheque a segurança do trem de pouso desse tipo de aeronave. Foi um aparelho Q400 da companhia argelina Tassili Airlines, que teve de voltar ao solo pouco depois de decolar de Portugal, após um pouso de reabastecimento. A aeronave nova voava para ser entregue ao cliente e a porta do trem dianteiro não fechou, causando avarias na aeronave. O fabricante enviou o avião de volta para reparos nas oficinas da empresa britânica Flybe, homologada para esse tipo de trabalho. Segundo a Bombardier o incidente não tem relação com os problemas de trem de pouso que forçaram a SAS a reter em terra para inspeção sua frota de Q400.

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Learjet-35A acidentado seguia padrões de operação, diz empresa

Acidentes, Bombardier, Learjet 35A novembro 6th, 2007

PT-OVCA empresa Reali Táxi Aéreo, proprietária do avião Learjet-35A, que caiu ontem na zona norte de São Paulo, disse em nota que a aeronave estava “dentro de padrões normais de operação”, e que “todos os procedimentos relativos ao apoio aos envolvidos estão sendo tomados.” O site da Anac mostra que o jato, prefixo PT-OVC, fabricado em 81, estava com o certificado de inspeção anual de manutenção (IAM) vencido desde o dia 20 de outubro. No entanto, a assessoria de imprensa da agência diz que o site está desatualizado e que a empresa entrou com o processo de regularização no dia 24. Segundo a assessoria da companhia, “a aeronave executou a inspeção anual de manutenção, por oficina credenciada pelos órgãos competentes”. O registro aeronáutico do avião mostra que o PT-OVC estava autorizado a prestar serviços de transporte público não-regulares (táxi aéreo), com até 8,3 toneladas de peso. A Reali Táxi Aéreo diz ser especializada em transporte aeromédico. A Reali pertence ao mesmo grupo da Global Táxi Aéreo, fundada em 1994 pelos comandantes Ricardo Breim Gobbetti e Sergio Steinberg.
Este modelo deixou de ser fabricado na década de 90 pela Bombardier. Tem capacidade para oito passageiros, além dos tripulantes.

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Learjet 35 PT-OVC cai após decolar em São Paulo

Acidentes, Bombardier, Learjet 35A novembro 5th, 2007

PT-OVC

*Foto do site AIRFLN tirada em 08/06/07 – FLN Florianopolis, SC, Brazil

Pelo menos oito pessoas morreram na queda de um Learjet 35, prefixo PT-OVC, por volta das 14h10 ontem, 04/10/07 . A aeronave pertencia à empresa Reali Taxi Aéreo. A aeronave caiu no nº 104 da rua Bernardino de Sena, próximo à Avenida Casa Verde, zona norte de São Paulo. Ainda não há informações sobre as causas do acidente. O avião decolou do Campo de Marte e caiu sobre a residência, que ficou completamente destruída. Duas casas vizinhas também foram atingidas. Pelo menos cinco pessoas na casa atingida morreram, além dos dois ocupantes do jato. O helicóptero Águia da Polícia Militar (PM) está apoiando os bombeiros na ocorrência. A Avenida Casa Verde e a rua Bernardino Sena foram interditadas pela Companhia de Engenharia e Tráfego (CET).

São Paulo está mesmo enfrentando um inferno astral. Na sexta anterior, três helicópteros cairam na mesma hora. Segundo testemunhas, decolou do Campo de Marte com a asa direita inclinada. Depois, em vez de girar à esquerda, como manda a regra ali, o Learjet virou a direita e acabou caindo sobre uma casa, em um ângulo de 90 graus em relação à pista. A mesma testemunha contou ter visto o jato levantando vôo desnivelado e segundos depois ouviu o baque surdo. A descrição deixa pistas importantes sobre as causas de mais um desastre sobre área urbana: a provável perda de um motor após o Rotate ( quando o piloto atinge a velocidade de decolagem e não pode mais abortar a operação) e uma falha mais grave na turbina restante, que não garantiu a sustentação necessária. É possível subir com um motor só, mas se este, por alguma raazão, também falhar, o jato faz o que se chama de vôo de galinha.

Esse acidente abre uma janela para uma questão pouco abordada em temos de crise aérea. Com as mudanças em Congonhas e Guarulhos, a aviação executiva deu um salto em volume de operações. Voa-se muito mais agora do que antes. É possível que as condições de fiscalização nesse sentido não estejam sendo garantidas no mesmo nível do que é aplicado à aviação comercial normal. De ante mão, a ANAC já confirmou que o avião não estava em dia com as suas manutenções preventivas. O ministro da Defesa já pediu à ANAC uma avaliação, mas cai-se aqui no mesmo ponto de sempre. A ação é reativa, nunca proativa. Mexe-se depois que o desastre ocorreu, não para tentar identificar em que ponto poderá ocorrer.

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